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PRINCIPAIS DOENÇAS OCULARES

O que é?

A alergia ocular é reação alérgica que acomete os olhos ou estruturas próximas aos olhos, como as pálpebras. É uma resposta exagerada do sistema imunológico (sistema de defesa do corpo) a uma determinada substância, que é chamada de alérgeno. Portanto, alérgeno é qualquer substância capaz de produzir uma reação alérgica.

Causas

Existe um número imenso de alérgenos capazes de produzir reações alérgicas, sendo os principais: a poeira doméstica, fumaça, pólen, ácaros, alimentos, corantes, medicamentos, produtos de beleza (maquiagens, perfumes, sabonetes, etc) e diversas outras substâncias, como tintas, solventes, agrotóxicos e inseticidas, por exemplo.

Qualquer pessoa pode desenvolver uma alergia ocular. Pacientes portadores de rinite alérgica, asma ou alergias de pele apresentam maior chance.

Sintomas

Os sintomas mais comuns são: olhos vermelhos, prurido intenso (coceira), lacrimejamento, ardência, queimação, fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) e edema (inchaço) nas pálpebras.

Tipos de alergias oculares

Há cinco formas de conjuntivite alérgica: Perene e Sazonal, geralmente as mais comuns; ceratoconjuntivite atópica; ceratoconjuntivite primaveril ou vernal; e conjuntivite papilar gigante.

Conjuntivite Perene e Sazonal

A conjuntivite perene e sazonal são as mais frequentes, caracterizando-se por ser uma reação de hipersensibilidade tipo 1, associada com fatores externos, como poeira e pólen. Os sintomas têm intensidade de leve a moderada e incluem: prurido, ardência, fotofobia e lacrimejamento. Ao exame podemos encontrar quemose (edema da conjuntiva), hiperemia conjuntival e reação papilar, sem envolvimento da córnea.

Conjuntivite Vernal/Primaveril

A conjuntivite vernal ou primaveril é encontrada, principalmente, no sexo masculino, dos 5 aos 15 anos de idade, e está associada com outras manifestações alérgicas, como asma, rinite alérgica e dermatites. Os sintomas, em geral, são mais severos. Ao exame, encontramos hipertrofia papilar (com papilas gigantes em alguns casos) e nódulos limbares de Trantas (constituídos por eosinófilos degenerados), podendo haver acometimento corneano, com ceratite puntacta e/ou úlcera em escudo.

Conjuntivite Atópica

A conjuntivite atópica é a mais rara e pode acarretar severo dano ocular aos pacientes, os quais, frequentemente, têm acometimento cutâneo (dermatite), asma ou outras manifestações alérgicas.

As pálpebras podem apresentar dermatite e fissuras. A conjuntiva mostra reação papilar, com simbléfaro nos casos avançados. A córnea é acometida com ceratite puntacta, podendo haver defeitos epiteliais persistentes, úlceras e formação de leucomas (opacidades na córnea) nos casos mais graves.

Conjuntivite Papilar gigante

Caracteriza-se pela presença de papilas gigantes na conjuntiva tarsal superior. Uma importante causa de conjuntivite papilar gigante consiste no uso crônico de lentes de contato, principalmente as gelatinosas, devido ao acúmulo de depósitos protéicos na superfície das mesmas. Além disso, traumas mecânicos na superfície ocular, como a presença de suturas, também podem desencadear esta forma de conjuntivite.

Como evitar as alergias oculares?

1) Manter o filtro do ar condicionado sempre limpo;
2) Evite excesso de tecidos que acumulem poeira, como cortinas, carpetes e bichos de pelúcia, por exemplo;
3) Forrar travesseiros com capas impermeáveis e anti-alérgicas;
4) Evite medicações ou produtos que já tenham causado alergia anteriormente;
5) Manter os ambientes arejados e com boa exposição solar;
6) Evitar animais domésticos dentro de casa, especialmente aqueles que soltam muitos pelos;
7) Evitar o uso de vassoura; prefira pano úmido para retirar a poeira.

Como tratar as alergias oculares?

Existem diversas formas de tratamento para as alergias oculares, como uso de colírios específicos e medicações sistêmicas. Assim, cada caso deverá ser avaliado individualmente, a fim de escolher o tratamento mais apropriado para o paciente. Consulte seu oftalmologista. Ele é o profissional capacitado para lhe orientar sobre o tratamento mais adequado para o seu caso.

O que é astigmatismo?

O astigmatismo é uma doença ocular, caracterizada pela formação da imagem em eixos diferenciados, causando certa distorção. Isso ocorre porque a córnea nem sempre é redonda e lisa. Em algumas pessoas, ela pode apresentar irregularidades e/ou diferentes raios de curvatura. Essas características fazem com que os raios luminosos mudem de direção, e cheguem de forma distorcida na retina. A visão dos astigmatas fica embaçada devido à presença de raios de luz focalizados e outros não.

Em grande parte dos casos, o astigmatismo ocorre por causas hereditárias, e pode estar associado a outras insuficiências visuais, como a miopia, hipermetropia e presbiopia. O astigmatismo pode se desenvolver rapidamente ao longo dos anos, por causa das alterações da curvatura da córnea, provocada pelos milhares de movimentos oculares do dia a dia.

Sintomas do astigmatismo

Quem tem astigmatismo sente dificuldade de enxergar de perto e de longe. Os objetos parecem desfocados, e as linhas e contornos não são visualizados com boa definição.

Tratamentos

O astigmatismo pode ser corrigido com o uso de lentes corretivas (óculos ou lentes de contato) ou cirurgias a laser. A escolha da melhor correção deverá ser decidida entre o médico e o paciente, após a realização de exames específicos.

Dica IVES

Se você tiver mais de 40 anos ou certas características oculares, lentes multifocais ou bifocais podem ser necessárias.

O que é?

A catarata é a opacificação do cristalino, o que resulta na diminuição progressiva da visão, e pode levar à cegueira.  Na maioria das vezes, a doença decorre do processo natural de envelhecimento, afetando, principalmente, pessoas com mais de 50 anos. Entretanto, fatores como hereditariedade, traumas oculares, diabetes e uso de corticoides também podem fazer com que o paciente desenvolva a doença.

A catarata está entre as principais causas de cegueira do mundo, porém, é reversível por meio de cirurgia.

Sintomas 

Os sintomas mais comuns são embaçamento da visão, ofuscamento pela luz do sol e farol de carro, e dificuldade de enxergar, aumentando com pouco ou excesso de luz.

Tipos 

Congênita: é a opacidade do cristalino desde o nascimento. Acontece quando a mãe tem alguma doença que atinge o feto durante a gravidez.

Senil:  é a mais comum. Ocorre pelo processo natural de envelhecimento, normalmente, a partir dos 50 anos.

Traumática:  é provocada por acidentes que lesionam o olho ou pelo uso prolongado e excessivo de corticoide (via oral, nasal ou colírio).

Tratamento

Após a detecção, realizada na consulta com um oftalmologista, o único tratamento para a catarata é a cirurgia. Não existem colírios ou óculos capazes de solucioná-la. Entenda como é realizada a Cirurgia de Catarata.

Dicas IVES

Evite o uso de colírios corticoides sem o acompanhamento do oftalmologista;
Controle o diabetes.

Recém-nascidos devem ser examinados por um oftalmologista para verificar a presença de catarata, visando evitar que o desenvolvimento da visão seja afetado.

O que é?

É uma inflamação das glândulas da pálpebra que produzem material sebáceo (glândulas de Meibomius), causada pelo entupimento do duto de drenagem dessas glândulas. Esse bloqueio leva a formação de um cisto ou nódulo na pálpebra, que aumenta de tamanho conforme a secreção produzida pela glândula não pode ser eliminada. 

Sintomas

Pálpebras inchadas, com calor, vermelhidão e dor leve. Sintomas que podem desaparecer em poucos dias, deixando um volume arredondado e indolor na pálpebra. A maioria tem resolução espontânea, porém alguns podem permanecer e necessitar de um tratamento mais específico.

O que é?

Doença congênita, ou seja, a pessoa já nasce com predisposição para desenvolvê-la. O ceratocone é caracterizado pelo encurvamento e afinamento progressivos da córnea. O problema pode levar ao desenvolvimento de altos graus de astigmatismo e miopia, comprometendo a visão.

Em todo o mundo, entre 0,5% e 3% das pessoas são acometidas pela doença. Seu aparecimento é mais comum na adolescência, de forma espontânea. Dificilmente, o ceratocone se desenvolverá após os 30 anos.

Uma córnea normal tem formato arredondado, quase esférico, o que faz com que as imagens sejam focalizadas corretamente. Com ceratocone, ela sofre uma deformação progressiva, tendo sua resistência e elasticidade alteradas, deixando-a mais fina e com formato cônico.

Sintomas

Muitos pacientes não percebem o ceratocone no início, quando a córnea começa a se curvar.

Na maioria das vezes, a doença caracteriza-se pelo surgimento de miopia ou astigmatismo. Em seguida, o paciente começa a se queixar de mudanças frequentes na prescrição dos óculos, visão borrada, embaçada, com halos de luz ou distorcida e alta sensibilidade à luz.

Causas

Alguns estudos indicam que o ceratocone pode estar relacionado a mudanças físicas e bioquímicas no tecido corneano. Entre 5% e 27% dos casos têm histórico da doença na família, e aproximadamente um terço dos pacientes tem alergia ocular, com consequente coceira nos olhos. O ato de coçá-los com frequência está diretamente ligado ao afinamento da córnea, uma das características da doença.

Tratamentos

Fase inicial: a visão pode ser corrigida com o uso de óculos, que devem ser trocados frequentemente, à medida que a doença avança e o grau aumenta.

Fase moderada: os óculos já não podem oferecer uma boa qualidade de visão, sendo necessário o uso de lentes de contato específicas para ceratocone ou o implante de anel intracorneano.

Fase crítica: o tratamento baseia-se no transplante de córnea.

Dicas IVES

Não coçar os olhos com insistência;
Manter as lentes especiais higienizadas.

Fazer visitas regulares ao oftalmologista, para acompanhamento da doença.

O que é?

Conjuntivite é o nome dado à inflamação da conjuntiva – membrana que reveste a parte externa do globo ocular.

Tipos

Entre os tipos mais frequentes da doença, estão a alérgica e a viral.

A conjuntivite alérgica não é transmissível, e acomete pessoas propensas a alergias, como rinite e bronquite. O problema pode estar relacionado à baixa umidade do ar, e pode ser causado por excesso de poeira, poluição, pelos de animais e outras partículas que possam entrar nos olhos.

A conjuntivite viral é facilmente transmissível pelo contato com objetos pessoais contaminados, como maquiagens, toalhas, fronhas e lenços, e superfícies infectadas de uso comum, como maçanetas, corrimãos, mesas etc. Ambientes com grande concentração de pessoas, como escolas, meios de transporte, empresas e shoppings são os mais propícios para espalharem o vírus.

Sintomas

– Ardência;
– Coceira;
– Embaçamento da visão;
– Inchaço das pálpebras;
– Lacrimejamento;
– Olho vermelho;
– Secreções;
– Sensação de areia nos olhos;
– Sensibilidade à luz.

Tratamentos

Caso haja suspeita de conjuntivite, é fundamental consultar-se com um oftalmologista. O profissional realizará o diagnóstico correto e determinará o tratamento, conforme a causa da doença.

Para os casos alérgicos, é necessário evitar contato com o alérgeno (poeira, pólen, pelos de animais, fumaça, poluição etc.), e usar medicamento específico, prescrito por um especialista.

Para os virais, assim como ocorrem com resfriados, espera-se que a melhora aconteça entre 7 e 10 dias após seu início. Medidas para o alívio dos sintomas, como compressas frias, colírios lubrificantes e analgésicos, são recomendadas.

Em todas as situações, o uso de lentes de contato deve ser suspenso.

Como prevenir?

– Lave as mãos frequentemente, com água e sabão;
– Evite tocar os olhos sem higienizar as mãos;
– Evite usar maquiagem de outras pessoas nos olhos;
– Nunca use lentes de contato de outras pessoas;
– Nunca use colírios utilizados anteriormente por pessoa com conjuntivite;
– Não leve crianças com conjuntivite para o berçário ou à escola, até que o quadro tenha se resolvido;
– Utilize apenas produtos descartáveis para limpeza dos olhos acometidos pela doença;
– Lave, regularmente, lençóis, fronhas e toalhas.

O que é?

O descolamento de retina é uma doença ocular caracterizada pela separação da retina, responsável por captar e transmitir a imagem ao nervo óptico, da parte mais interna do globo ocular, que transporta as sensações visuais do olho para o cérebro.

Sintomas

O descolamento de retina não causa dor, e seus sintomas estão relacionados a desconfortos visuais.

Na fase inicial da doença, a pessoa pode enxergar luzes piscando ou algo flutuando no campo de visão. Nos estágios avançados, a visão fica embaçada, e partes do campo visual ficam comprometidas. Em casos graves, pode ocorrer a perda total da visão.

Tratamento

O tratamento é realizado por meio de cirurgia, e depende do quadro apresentado. Existe tratamento preventivo para a doença, por meio da fotocoagulação a laser. O método é indicado quando a retina ainda está colada. Neste procedimento, a retina é cauterizada nas bordas da lesão, promovendo sua aderência.

Dica IVES

Pessoas com miopia em graus elevados devem sempre procurar o oftalmologista, pois, como possuem a retina mais frágil e fina, o risco de ter descolamento aumenta.

Degeneração macular relacionada à idade

O que é?

Atingindo, normalmente, pessoas acima de 55 anos, a DMRI acomete a retina, parte posterior do olho, levando ao processo degenerativo da mácula, região responsável pela visão central, onde são definidas as formas, cores e rostos, e por 90% da informação visual para o cérebro.

Esta doença ocular, considerada uma das principais causas de cegueira no mundo, destrói a visão central e diminui a qualidade de vida de seus portadores.

Sintomas

Estágio inicial: no início, o paciente percebe a diminuição do contraste, tendo a impressão de estar faltando luz, e tem dificuldade de ler e escrever.

Estágio avançado: com a evolução da doença, as imagens tornam-se embaçadas e amareladas, e as linhas retas, como as das portas, por exemplo, ficam deformadas. Por fim, uma mancha vai se formando na visão central.

Tratamento

A suspeita diagnóstica pode ser feita pelo próprio paciente, por meio da tela de Amsler (tela quadriculada e com um ponto central, utilizada para verificar se há deformidade das linhas). Em seguida, confirmando a alteração, a pessoa deve procurar um oftalmologista, que poderá solicitar um exame para avaliar a circulação.

Outro método é o exame OCT (tomografia de coerência óptica), que vai avaliar as camadas da retina, detectando atrofia, hemorragia ou vasos anômalos, para orientação terapêutica.

O tratamento não visa a recuperação da visão, mas, sim, evitar a progressão da doença. Entretanto, a DMRI afeta apenas a parte central do campo visual, não acometendo o periférico, o que impede a perda total da visão.

Dica IVES

Não há uma forma comprovada de prevenção da DMRI. Entretanto, manter hábitos saudáveis e praticar atividades físicas regularmente ajuda a reduzir o risco de surgimento e desenvolvimento da doença.

O que é?

O estrabismo é caracterizado pelo desalinhamento dos eixos visuais. Presente entre 3% e 7% da população infantil, a doença vai além do fator estético, podendo comprometer a visão, se não tratado cedo.

O desalinhamento ocorre em sua maioria na infância, mas também pode acometer adultos, principalmente como consequência de outras doenças.

Sintomas

Os principais sintomas, que devem ser observados pelos responsáveis, incluem o movimento dessincronizado entre os olhos, ou seja, o desvio ocular; dificuldade de observar objetos de interesse ou pessoas conhecidas; fechar um olho apenas para se locomover ou realizar tarefas; ou, ainda, inclinar a cabeça na tentativa de manter os olhos paralelos.

O estrabismo no adulto, normalmente, é súbito e, caso não haja histórico de desvio prévio, pode vir acompanhado de visão dupla (diplopia). Na maior parte das vezes, é secundário, ou seja, ocorre após alterações neurológicas, como AVC, alterações vasculares (diabetes, hipertensão e aneurismas), tumores e até em decorrência de alguns casos de alta miopia.

Tratamento

Somente a avaliação de um oftalmologista pode indicar o melhor tratamento, para cada caso de estrabismo. Os mais comuns são o uso de oclusão (tampão adesivo no olho), óculos, prismas, injeção de toxina botulínica e cirurgia.

Em crianças, o tratamento se divide em duas partes. Primeiro, deve-se prevenir a perda da visão e auxiliar no melhor desenvolvimento visual. Em um segundo momento, corrigir a posição dos olhos, alinhando o desvio.

Dica IVES

É muito importante o diagnóstico e tratamento precoces. Crianças com suspeita de desvio dos olhos devem ser examinadas pelo oftalmologista o mais cedo possível, e também os filhos de pais estrábicos ou com histórico familiar.

O que é?

Uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo, o glaucoma é causado pelo aumento da pressão ocular, o que provoca lesões no nervo óptico e leva ao comprometimento visual.

Sintomas

Na maioria das vezes, o glaucoma não apresenta sintomas no início. Isso acontece pelo fato de que a pressão ocular costuma aumentar progressivamente, sendo que, na maioria dos casos, os pacientes não sentem dor, baixa de visão ou qualquer outro sintoma.

Em segundo lugar, é porque, no início, o glaucoma acomete a visão periférica, ou seja, a pessoa não perde a visão exatamente onde fixa ou olha diretamente, mas, sim, nas laterais do ponto de fixação, o que torna a percepção da perda da visão difícil de ser notada. Por fim, o paciente enxerga como se estivesse olhando por um tubo fino, sem qualquer visão lateral ou periférica, até perder, gradativamente, a visão central, levando à cegueira total e definitiva.

Tratamento

Para o tratamento, estão indicados determinados colírios para baixar a pressão ocular e evitar a lesão no nervo óptico, que causa a perda da visão. A escolha do colírio irá depender do tipo do glaucoma e, na maioria das vezes, pode ser necessário o uso de mais de um medicamento para o adequado controle da pressão ocular.

Dica IVES

Só uma avaliação individual, feita por um oftalmologista, poderá definir o tratamento eficaz para cada paciente. É importante ressaltar, também, que o aumento da pressão ocular não está relacionado com a pressão sanguínea.

O que é hipermetropia?

A hipermetropia, ou dificuldade de enxergar de perto, é uma doença caracterizada pela visão desfocada em imagens próximas. Pode ser considerada como o oposto da miopia, que é a dificuldade de enxergar de longe.

A hereditariedade é um dos principais fatores que fazem os olhos serem menores que o normal ou possuírem uma curvatura da córnea mais plana. Isso faz com que a luz não focalize corretamente, formando-se ligeiramente atrás da retina.

Sintomas da hipermetropia

É comum muitos hipermetropes não apresentarem queixas, mas os principais sintomas são a dificuldade de enxergar de perto, episódios de cansaço visual e dores de cabeça.

Tratamentos

Comum em crianças, a hipermetropia pode desaparecer com o crescimento do globo ocular. Entretanto, é importante que um oftalmologista acompanhe o caso de perto, sempre analisando a necessidade do uso e/ou adequação de óculos e lentes de contato. A cirurgia a laser também é uma opção de tratamento.

O que é miopia?

Miopia é um distúrbio visual caracterizado pela dificuldade de enxergar de longe. Nos olhos dos míopes, as imagens são focadas incorretamente, à frente da retina, fazendo com que a visão de objetos distantes seja percebida de forma turva.

Sintomas

Os principais sintomas da miopia são:

– Visão turva;
– Dores de cabeça;
– Fadiga ocular (popularmente conhecida como vista cansada) ao fim do dia;
– Pestanejar frequentemente.

À longa distância, o míope enxerga paisagens, letreiros e pessoas sempre desfocados. Devido ao esforço para tentar enxergar melhor, as dores de cabeça podem se tornar bastante comuns.

Na maioria das vezes, a miopia é detectada ainda na infância, principalmente em fase escolar, quando a criança apresenta dificuldades de visualizar corretamente a lousa. Durante o período de crescimento, o grau da miopia pode ficar instável, mas, normalmente, estabiliza-se a partir dos 20 anos.

Tratamentos

O tratamento da miopia começa com a avaliação meticulosa de um oftalmologista, que determinará o diagnóstico e a necessidade de correção visual. Há três opções de intervenção terapêutica:

Óculos: os inconvenientes do uso de óculos é a limitação imposta para o exercício de algumas atividades profissionais e esportivas e a redução do campo visual e dos reflexos do indivíduo.

Lentes de contato: corrigem muito bem a miopia, mas podem causar intolerância, exigindo cuidados e habilidades na manipulação.

Cirurgias a laser: ideal para quem deseja conquistar a independência dos óculos e lentes de contato, definitivamente. É realizada de forma personalizada, moderna e segura. Na correção do grau, é utilizado laser de alta precisão, e o procedimento acontece de forma rápida e indolor, com aplicação de anestesia por colírios. Saiba mais sobre a cirurgia a laser.

Dica IVES

A miopia é motivo de preocupação para os pais, já que tende a aumentar com o crescimento da criança. Por esse motivo, é fundamental o acompanhamento com o oftalmologista, para que o problema de visão não afete o rendimento escolar nem o bem-estar.

O que são?

Moscas volantes são pontos ou manchas que parecem flutuar no campo de visão. O problema ocorre devido a pequenas condensações no vítreo (gel que preenche a cavidade posterior do globo ocular), fazendo com que a luz seja bloqueada e uma sombra se projete na retina, dando a sensação de pontos de formas variadas.

Sintomas

O principal sintoma é o aparecimento de manchas que lembram “mosquitos” se movendo ao enxergar. Isso acontece quando a pessoa olha para uma superfície plana, como uma parede branca, dependendo da posição do olhar e da iluminação do ambiente.

Tratamento

O tratamento é realizado com vitrectomia, que é a remoção de parte do gel da cavidade posterior do globo ocular, quando há opacidade muito intensa comprometendo a visão.

Dica IVES

– Olhar para cima, para baixo ou para os lados pode diminuir a incômoda sensação de visão de manchas móveis, reacomodam o fluido interno do olho, fazendo com que as “moscas volantes” saiam do seu campo central de visão;

– Caso você comece a ver luzes brilhantes e/ou “moscas volantes”, agende uma consulta com o oftalmologista, para verificar se existe algum dano em sua retina.

O que é?

Olho seco é uma doença ocular ocasionada pela lubrificação inadequada da superfície dos olhos, devido à má qualidade ou à quantidade insuficiente de lágrima. O problema está presente em 10% da população, e também é conhecido como síndrome do olho seco ou síndrome da disfunção lacrimal.

Sintomas

– Ardência;
– Embaçamento visual;
– Queimação;
– Sensação de secura;
– Sensação de areia no olho;
– Vermelhidão.

Tratamento

O tratamento varia conforme o estágio da doença. O oftalmologista pode receitar o uso de colírios lubrificantes e, em quadros mais severos, pode ser necessária a utilização de outras medicações em forma de colírios, via oral ou mesmo procedimentos cirúrgicos.

Dica IVES

Após o diagnóstico, o paciente deve evitar ambientes com ar-condicionado.

O que é presbiopia?

Mais conhecida como vista cansada, a presbiopia é o nome dado à perda de capacidade visual para focalizar objetos próximos. Ela ocorre em pessoas na faixa etária de 40 anos, quando a lente interna do olho, responsável pelo foco de perto, denominada cristalino, começa a perder a elasticidade para regular o foco, afetando a visão de objetos que estão próximos.

Algumas pessoas sentem mais, outras menos, mas a verdade é que ninguém escapa da presbiopia. Seus principais sintomas são a dificuldade de ler letras pequenas, especialmente em condições de pouca luz, dores de cabeça, fadiga e cansaço ocular.

Após análise e diagnóstico, o médico oftalmologista avaliará a melhor alternativa para a correção da presbiopia. Entre as opções, estão uso de óculos com lentes que funcionam como um binóculo, lentes de contato bifocais ou multifocais, além da cirurgia a laser. Para saber mais sobre a cirurgia para presbiopia, acesse a página de cirurgia refrativa.

Atenção! O IVES alerta que a presbiopia se torna muito menos notada à luz do sol, pois a íris se fecha mais e, assim, os olhos tendem a aumentar automaticamente a profundidade de foco, reduzindo o ofuscamento dos objetos.

O que é?

O pterígio é uma doença ocular caracterizada pelo aparecimento de uma membrana fibrovascular sobre a córnea, que invade a superfície do olho, avançando em direção ao centro, podendo atingir a pupila. Quando chega neste estágio, pode comprometer a visão. Expor-se ao sol, sem proteção, pode causar o problema.

Sintomas do Pterígio

– Sensação de areia nos olhos;
– Ardência;
– Episódios de dor e coceira;
– Olho vermelho;
– Membrana que cresce em direção à íris.

Tratamento

O crescimento do pterígio é benigno, porém, quando seu desenvolvimento é contínuo, são indicados procedimentos cirúrgicos para evitar que a membrana chegue à pupila e afete a visão. Pessoas que se submetem à exposição solar excessiva podem voltar a ter pterígio, mesmo após a intervenção cirúrgica.

Dica IVES

– Evite expor-se ao vento, poeira e sol sem proteção;
– Use óculos de sol com proteção UVA e UVB.

O que é?

A retinopatia diabética é caracterizada pela manifestação do diabetes nos vasos sanguíneos da retina, e está incluída entre as grandes causas de cegueira no mundo.

Sintomas

O principal sintoma da doença é a baixa visão, por alteração dos vasos retinianos e formação de vasos anômalos, que sangram com facilidade dentro do olho. Porém, alguns pacientes só notam alterações quando a doença já atingiu a mácula, responsável pela visão central.

Tratamento

O tratamento deve começar de imediato para evitar a progressão, e consiste em fotocoagulação a laser, procedimento padrão para selar os vasos sanguíneos da retina.

Dica IVES

– Um ponto de destaque é a importância do controle glicêmico para retardar o aparecimento do problema ou diminuir sua gravidade;

– Pessoas diabéticas são mais propensas a ter hipertensão arterial e, por isso, devem manter a pressão controlada para não agravar a retinopatia diabética.

O que é?

Uveíte é um problema ocular caracterizado pela inflamação da úvea (conjunto de formado pela íris, corpo ciliar e coroide), estrutura que está situada entre a camada esclerótica e a retina e é intensamente pigmentada.

As causas mais frequentes são doenças infecciosas, como toxoplasmose e sífilis, e doenças autoimunes, como artrite reumatoide. Alguns casos de uveíte podem levar à cegueira.

Sintomas

– Aparecimento súbito de “moscas volantes” (pontinhos pretos na visão);
– Vermelhidão dos olhos;
– Embaçamento visual;
– Dor ocular;
– Aumento da sensibilidade à luz;
– Elevação da pressão intraocular.

Tratamento

A doença deve ser tratada logo no início, pois sua evolução pode causar lesões irreversíveis no globo ocular. Após a realização de exames, o oftalmologista irá decidir o melhor tratamento de forma individual.

Normalmente, é indicado o uso de colírios anti-inflamatórios e, em casos mais severos, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica.

Dica IVES

Suspenda o uso de lentes de contato, caso esteja com qualquer sintoma que indique uveíte.